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Nhamundá decreta situação de emergência devido a cheia dos rios

A medida levou em consideração o diagnóstico geral da Defesa Civil, considerando que a cheia está afetando diretamente os moradores da orla da cidade e de diversas áreas da Zona Rural, causando inundações.

Notícia do dia 03/05/2021
Nhamundá decreta situação de emergência devido a cheia dos rios Foto: Adriano Barros

A Prefeita de Nhamundá, Marina Pandolfo, assinou na manhã desta segunda-feira, (3), o decreto que anuncia situação de emergência em todo território municipal, devido o agravamento da cheia dos rios. A medida levou em consideração o diagnóstico geral da Defesa Civil, considerando que a cheia está afetando diretamente os moradores da orla da cidade e de diversas áreas da Zona Rural, causando inundações.

Segundo o parecer da Secretaria de Defesa Civil do município, essas famílias sofrem prejuízos e precisam de ajuda imediata. Mediante as análises realizadas diariamente pelas Secretarias Estadual e Municipal, é possível informar a situação em que se encontra o município em função da quantidade significativa de precipitação e elevação gradual e contínua do rio nos últimos dias.

De acordo com as informações da Capitania dos Portos/Agência Parintins/Marinha do Brasil e Gerência Técnica da Proteção e Defesa Civil do Baixo Amazonas, a régua fluviométrica de Parintins, registrou no último domingo, 2 de maio, o nível de 9,06m, um número que ultrapassa a cota histórica registrada em 4 de junho de 2009.

Diante das informações concretas e com registros fotográficos, ficou decretado emergência no município, solicitando recursos para tomada de medidas urgentes, a fim de solucionar problemas causados pela enchente. De acordo com informações da Defesa Civil municipal, a situação em que se encontra Nhamundá, no que tange a população afetada, tem um total de 1.129 famílias, sendo 443 famílias na Zona Urbana e 686 famílias na Zona Rural.

Vale ressaltar que a Defesa Civil do município já tomou várias providências para atender as necessidades da população, como visitas para coleta de dados, cadastros de famílias atingidas, compra de materiais de construção e contratação de pessoal para construção de pontes, possibilitando a entrada e saída de pessoas das residências localizadas na orla da cidade, construção de marombas nas residências e escolas inundadas. Na zona rural foram feitas doações de cestas básicas para as famílias afetadas.

Desde que o rio começou a subir e atingir as residências, mais de 4 mil metros de pontes já foram construídas. Porém, os recursos da Prefeitura são limitados e não conseguem suprir a necessidade frente a este evento natural que evolui constantemente, o que possivelmente pode levar o município a um estado pior.